Maio · Dia 8
Estrangeiros nesta era
Leitura
Meditação prática
Pedro nos lembra que, se invocamos como Pai aquele que julga imparcialmente, devemos viver em temor durante a nossa peregrinação. A vida cristã não é instalação confortável neste mundo; é caminhada consciente diante de Deus. Ser peregrino não é desprezar a vida presente — é reconhecer que nascemos de novo de uma vida que não é deste mundo. A nossa origem mudou: o espírito foi regenerado pela vida divina, e onde há vida nova há separação natural do que é velho.
O homem exterior busca pertencimento com facilidade. Quer ser aceito, não parecer estranho, não incomodar. Essa pressão é real e constante — o curso deste mundo não é apenas externo; ele ressoa nos hábitos, nos desejos e nos medos da alma não tratada. A diferença que Cristo produz em nós não nasce do esforço do homem exterior para parecer separado; nasce do espírito regenerado que já pertence a outro Reino e já não encontra o seu centro nas coisas desta era.
O temor de Deus nos liberta do medo dos homens. Quando o espírito está voltado ao Pai, o peso do olhar dos homens perde o governo sobre a alma. A peregrinação não é performance de estranheza; é a vida divina em nós criando, naturalmente, uma diferença que o mundo percebe sem que precisemos anunciá-la.
Exame
A diferença que Cristo produz em mim tem nascido do espírito regenerado ou do esforço do homem exterior para parecer separado?
Oração
Senhor, firma o meu espírito no Reino a que pertenço. Livra o meu homem exterior da necessidade de aprovação e faz a vida divina em mim criar, naturalmente, a separação que só tu podes produzir. Que o temor do Senhor governe onde o medo dos homens costumava mandar. Amém.
Prática
Diante de uma situação em que temos negociado fidelidade por aceitação, paremos, voltemo-nos no espírito para o Pai e escolhamos responder a partir do Reino a que pertencemos.