O tempo que resta31 dias em 1 Pedro
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Maio · Dia 7

Santos em toda a conduta

Leitura

Meditação prática

Pedro nos chama, como filhos obedientes, a não nos conformarmos às paixões que antes nos governavam. A santidade começa quando reconhecemos que o velho homem foi crucificado com Cristo e que os antigos desejos perderam o direito de mandar. Mas esse reconhecimento não é apenas doutrina a ser afirmada pela mente; é realidade a ser recebida pelo espírito e vivida a partir dele.

O chamado é claro: assim como aquele que nos chamou é santo, também nós devemos ser santos em toda a conduta. Não apenas na aparência pública ou nos momentos religiosos — toda a vida deve ser trazida diante de Deus. Santidade não é o homem exterior esforçando-se para parecer melhor; é Cristo vivendo a partir do espírito e reorganizando, de dentro para fora, o que amamos, recusamos e toleramos. O homem exterior pode imitar santidade; só a vida divina no espírito a produz.

A conformação às paixões antigas acontece quando o homem exterior não foi entregue à cruz. As paixões não desaparecem por esforço da alma; perdem o governo quando o espírito, alimentado pela vida de Cristo, passa a ser a fonte das respostas. A graça que nos acolhe também nos separa — não pelo isolamento do homem exterior, mas pela transformação que nasce do espírito para fora.

Exame

Em que área da minha conduta o homem exterior ainda não foi entregue à cruz — e as paixões antigas continuam governando no lugar do espírito?

Oração

Senhor, aplica a cruz ao meu homem exterior e liberta o meu espírito para expressar Cristo em toda a minha conduta. Livra-me da santidade imitada pelo esforço da alma e faz a tua vida reorganizar, de dentro para fora, o que amo, recuso e tolero. Amém.

Prática

Diante de uma paixão antiga que ainda ressurge, paremos o esforço da alma para resistir e voltemo-nos no espírito para Cristo — deixando a vida divina ser a resposta.